Alimentação fora do lar: mercado que exige estudo

*Conteúdo originalmente publicado no jornal Hoje Em Dia




De acordo com o estudo “Negócios Promissores em 2020”, realizado pelo SEBRAE a partir do cruzamento e análise de um conjunto de dados do FMI, Banco Central e Ministério da Economia, as micro e pequenas empresas que atuam no setor de serviços devem ter um ano promissor. O otimismo se deve, sobretudo, à expectativa de crescimento de 2,5% da economia brasileira em 2020, somada à projeção de uma safra recorde no setor agrícola.

O ano será positivo, principalmente, para os pequenos negócios de serviços pessoais, serviços prestados às empresas, na área da saúde, educação e transporte. Nos segmentos que atendem às necessidades básicas da população, continuam em alta as empresas que atuam no comércio de alimentos e de alimentação fora do lar (restaurantes e marmitas).

É neste ponto que eu quero chegar. Este setor, do qual faço parte, é, sem dúvida, um dos preferidos para quem quer começar a empreender, visto que a alimentação é e sempre será uma necessidade básica do ser humano. Porém, é importante destacar que este mercado, assim como os demais, não está isento das nuances e intempéries da economia. Por isso se você quer colocar a mão na massa e ter seu próprio negócio na área de gastronomia, seja porque tem dom/talento ou acredita nas possibilidades que irá colher, é válido ter em mente algumas questões cruciais.

Não aja movido apenas pela paixão. Pense estrategicamente em que e como gostaria de atuar. É fundamental ainda estar sempre ancorado em pesquisas reais acerca do nicho em que pretende investir. Esse estudo é essencial para que o empresário iniciante não entre no segmento de alimentação fora do lar acreditando que o modismo de 2020 vai se perpetuar. Muito pelo contrário: todas as tendências têm um momento de maturação. E quando ela é alcançada, só permanece no mercado aqueles que investiram em estudo e pesquisa.

A ABRASEL-MG, por exemplo, trabalha em parceria com o SEBRAE Minas, órgão de fomento à micro e pequenas empresas. Essa soma de esforços possibilita que os associados recém-chegados possam ganhar subsídios técnicos e know-how para entenderem o mercado no qual estão inseridos, além de trocarem experiências com profissionais gabaritados e com uma estrada já percorrida. Lembre-se que construir parcerias é uma postura muito mais assertiva que encarar o outro apenas como concorrente.

Por outro lado, se você optar por atuar em um nicho tradicional [já consolidado] da gastronomia, não abra mão de investir em diferenciais, sejam eles voltados para preços atrativos, atendimento ou um bom produto. Dessa forma o seu empreendimento não será apenas mais um nesta vasta seara de opções que aparecem diariamente para o consumidor.


Ricardo Rodrigues – Presidente ABRASEL-MG e Coordenador da Frente da Gastronomia Mineira

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