Confraternizações das empresas: nosso 13º salário

Atualizado: Fev 11

*Conteúdo originalmente publicado no jornal Hoje Em Dia

O mês mais feliz para o caixa dos bares e restaurantes começou. Digo isso porque com a chegada de dezembro, é comum que as empresas e grupos de amigos deem start na procura por estabelecimentos para as famosas festas de fim de ano. A estimativa da ABRASEL-MG para a demanda de confraternizações corporativas deste ano, felizmente, é boa. Acreditamos que a busca por este tipo de comemoração cresça de 8 a 10% na comparação com o mesmo período de 2018.


Um cenário positivo é visualizado, também, pela Federação do Comércio de Minas Gerais (FECOMÉRCIO-MG). O Índice de Confiança do Empresário do Comércio, medido por esta entidade, registrou 115,2 pontos neste ano, número mais alto desde 2016, quando marcou 86,6 pontos. O indicador considera que os lojistas estão otimistas com as vendas a partir dos 100 pontos. Em 2019, o setor se mostra 16,4% mais animado com o Natal que no ano anterior.


O resultado dessa onda de otimismo vem de encontro à recuperação econômica que estamos vivenciando após três anos de crise e contenção de despesas, que acabaram minguando as confraternizações. É claro que a luz amarela de alerta permanece acesa, mas pelo menos muitas empresas já saíram da [luz] vermelha.


Como dinheiro no bolso e 13º Salário na conta resultam em bares e restaurantes mais cheios, a palavra de ordem para os empresários do setor não perderem contratos atrativos nesta época é sagacidade. Para isso é fundamental enxergar o cliente do dia a dia como uma boa ferramenta de marketing, ou seja, criar pacotes atrativos para o final do ano e apresentá-los a esse consumidor. Por conhecer e frequentar o local, ele pode, quem sabe, indicá-lo na empresa onde trabalha ou para o grupo de amigos.


Além dos pacotes prontos, é importante também saber personalizar. Às vezes o cliente tem vontade de fechar contrato com uma casa ‘x’, mas declina por estar com o bolso apertado. Essa é a hora do dono do estabelecimento ser perspicaz e apresentar condições que cabem no orçamento do contratante: quem sabe um desconto especial, parcelamento ou mudanças no cardápio que se adequem ao valor real que o empresário pode pagar? Estratégias como essas podem ser muito assertivas.


É válido ainda não se prender única e exclusivamente ao que a concorrência faz. O dono de bar e restaurante que quer engordar seu faturamento neste final de ano, deve estar atento, primeiramente, às tendências do mercado e não ao que o seu parceiro oferece.


Por fim, é essencial, ainda, ter criatividade. Costumo dizer que a criatividade, aliada a expertise, são as palavrinhas mágicas para qualquer empresário do nosso setor.


Desejo a todos, já antecipadamente, um Feliz Natal e ótimas vendas, pois certamente estarei trabalhando muito daqui para frente!


Ricardo Rodrigues – Presidente ABRASEL-MG e Coordenador da Frente da Gastronomia Mineira

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