Nós vamos renascer

Atualizado: Fev 11

*Conteúdo originalmente publicado no jornal Hoje Em Dia


As chuvas que estão assolando Belo Horizonte e região metropolitana desde a última sexta-feira (24) são uma das notícias que estão marcando negativamente este início de 2020. Um assunto sobre o qual ninguém gostaria de escrever. Na semana passada, municípios como Betim decretaram ponto facultativo para impedir que as pessoas, ao saírem de suas casas, ficassem vulneráveis aos problemas decorrentes das condições climáticas instáveis. Bastou que eu ligasse a TV por alguns poucos minutos para me deparar com alagamentos em vários pontos da cidade, desmoronamento de encostas, pessoas desabrigadas... enfim.


Neste primeiro episódio, a prefeitura, juntamente com a Defesa Civil, estava pronta para combater o caos. Por meio de uma série de ações preventivas, disponibilizou máquinas e infraestrutura necessária para minimizar a catástrofe antes mesmo que ela tornasse realidade.


Infelizmente essa prevenção não foi possível no megatemporal que, repentinamente, voltou a cair na terça-feira (28), transformando vários pontos da cidade em cenário de guerra. Um deles, o tradicional bairro de Lourdes, reduto gastronômico da capital, teve restaurantes destruídos, carros arrastados e outros tantos prejuízos incontáveis e imensuráveis. Só para você, meu caro leitor, ter uma ideia, a região na qual este bairro está localizado, [Centro-Sul] recebeu 175,6 mm de chuva entre 19h e 22h do dia 28, o maior volume registrado entre as nove regionais da cidade.


Apesar de toda essa catástrofe, um alento é saber que o município trabalha rapidamente para extirpar os impactos da chuva por meio de diversas medidas, entre elas isentar os imóveis atingidos da cobrança do IPTU. Os reparos nas vias afetadas também acontecem em ritmo acelerado, de modo que este importante corredor gastronômico nas imediações das Ruas Marília de Dirceu e São Paulo, volte a operar o mais rápido possível.


Não posso deixar de destacar ainda que, por meio de uma soma de esforços entre ABRASEL-MG, AMIS, CLD-BH, AMIPÃO, SEBRAE Minas e Governo de Minas, um empréstimo emergencial para incrementar o Capital de Giro e reparar máquinas e equipamentos dos restaurantes afetados está sendo viabilizado junto ao Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e BDMG,


Tenho ampla certeza que, com a pronta ajuda do Poder Público e da sociedade civil, vamos nos reerguer em breve, afinal a solidariedade e a vontade de recomeçar são nossas maiores marcas. Aproveito para deixar o meu pesar a todos os belo-horizontinos que perderam patrimônios construídos anos a fio e, o mais importante, pessoas queridas que se foram em meio às tempestades. Nossa BH, assim como qualquer outro município, não merece passar por isso.


Ricardo Rodrigues – Presidente ABRASEL-MG e Coordenador da Frente da Gastronomia Mineira

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