Uma semana, vários acontecimentos

Coluna de Ricardo Rodrigues originalmente publicada no site do Jornal Hoje em Dia.


Na última sexta-feira (11) a ABRASEL ganhou uma liminar que permitia a retomada da venda de bebidas alcoólicas nos bares e restaurantes de Belo Horizonte. Essa liberação, válida exclusivamente para os estabelecimentos associados, infelizmente, durou pouco menos de 24 horas, já que no sábado (12), voltamos à estaca zero, quando a desembargadora Ângela de Lourdes Rodrigues acatou um pedido de recurso em segunda instância da prefeitura, que novamente impediu a venda deste produto responsável por nada mais nada menos que 90% do faturamento para alguns estabelecimentos do setor.

Ao longo dessa semana tivemos mais um capítulo no round entre o segmento de alimentação fora do lar e as administrações municipais. A ABRASEL obteve nessa quarta-feira (16), na justiça, a mesma conquista que há sete dias havia conseguido em BH, só que desta vez para os bares e restaurantes associados de Nova Lima, na região metropolitana.

Em um período curto, protocolamos duas ações judiciais: uma cassada e a outra em vigor, pelo menos até o fechamento desta coluna. Esses fatos trazem duas reflexões importantes. Até quando teremos que recorrer à justiça para trabalharmos honestamente? Nunca conseguiremos estabelecer um diálogo maior e mais claro com o Poder Público?

Enquanto essas respostas não chegam até nós, quero destacar aqui outra boa notícia da semana. O self-service, nascido em Belo Horizonte nos anos 80 pelas mãos do querido Fred Mata Machado, voltará a funcionar no formato ao qual estávamos acostumados antes da pandemia, segundo decreto publicado ontem pela PBH. Isso significa que a partir de agora os clientes poderão servir seus próprios pratos, o que não era permitido mesmo após a reabertura dos restaurantes na capital, em agosto.

Obviamente este retorno será acompanhado de uma variedade de protocolos. Um deles determina que um funcionário, utilizando máscara e protetor facial, passa a ficar encarregado exclusivamente de borrifar álcool 70% nas mãos dos clientes antes do acesso ao balcão.

Essa é uma vitória não só da ABRASEL como também de toda a cadeia produtiva de bares e restaurantes, principalmente porque ela volta a caracterizar um serviço tal como ele é em sua essência.

Todas essas conquistas aqui relatadas despertaram (e muito) o desejo de inúmeros donos de bares pela filiação a ABRASEL, principalmente pelo fato da liberação das bebidas alcoólicas contemplar apenas estabelecimentos associados. Prova disso é que tanto no dia em conseguimos a liminar em BH quanto em Nova Lima, nossa equipe teve que fazer plantão até uma hora da manhã no cadastro para novos filiados.

Diante disso deixo a pergunta: por que se associar apenas neste momento se podemos estar unidos, lutando pelo setor, o ano inteiro? Como sempre costumo e insisto em dizer: juntos somos bem mais fortes.


Ricardo Rodrigues – Conselheiro Consultivo ABRASEL-MG e Coordenador da Frente da Gastronomia Mineira

0 visualização0 comentário